autorretrato

òleo s/ bandeja de isopor reutilizada

óleo s/ bandeja de isopor reutilizada,2009
14×21cm

óleo s/ bandeja de isopor reutilizada (14×21cm)


Acrílica e colagem s/ tela, 50 x 70cm


tamanho irregular
tela superior 70 x 100cm; inferior 100 x 70cm

A FOME

A fome tem muitos nomes
Em sua herança herdada do tempo
A fome consome seus indivíduos sem nome
Quase sempre faminta ao extremo
A fome some com o espaço
Come as paredes, as pontes e os pastos
– à dentadas destrói as estradas -
A fome persegue, suga os passos
Devora qualquer caminho
A fome é ágil
Por fora
derruba a imagem
por dentro
esverdeia a frágil-alma em seu ninho!

Rio, 14 de outubro de 2008

À mãe Luiza (in memorian)

Luz exaurida
num beijo breve.
Última gota
que
me
.
.
.
escorre pelo queixo ainda fresca…
…lembrança
A C E S A!!!

Tudo que consumo, some dentro de mim…
Sôo com o som que reverbera de minha alma
Alma que, como
A L M A N A Q U E
Contem todos os dias,
festas e feriados do ano
das vidas e vindas…vindas…vindas…
se faz retrospectiva dos fatos e das faltas;
Mas minha alma quer sauna , não quer inferno
Minha alma quer suar seus pecados!!
Minha alma quer por pra fora o caos interno
Minha alma quer confete, não papéis picados
Minha alma quer palma, não quer a vaia
Minha alma quer voar alto, pertencer às estrelas
Minha alma quer o céu – pode até ser que caia -
na cova dos leões;
sob o crivo dum tiro nas multidões…
Mas minhalma quer o seu, e não despensa os canhões!!
Minha alma – por sua paz – entra em guerra
Minha alma quer sua terra, seu espaço
Minha alma quer o que já é escasso, e o farto
Minha alma já tem seu fardo, e não se encerra!!

Rio, 3 de outubro de 2008


(c)Copyright- 2008- Rudson Costa


Pró-Bandeira

Sete nove nem é o que mais me comove
idade maior é a da alma que traz contigo
-És tudo que foi – e o resto ainda que lhe falta
seu pormenor esmalta qualquer traço perdido

sou um rascunho editado toda nova aula de sexta
sou uma besta arremessando angustiadas setas
em direções diversas em busca de novas alvoradas
almejo enxergar -como ti- além do que apenas vejo
Pra quem sabe assim perceber, só o que é pra se saber
E sentir cada vez mais, pra melhor exprimir…
…espremer até a última gota a imaginação,
E se expressar!!!
Pra só então poder descansar
no travesseiro duro que é a vida de artista!

Rudson Costa
( poema em comemoração ao 79º aniversário do professor Bandeira de Mello)

Vem noite antiquíssima e idêntica,
Noite rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio,Noite
Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito.

Estudo